O caos.
É assim que venho me descrevendo esse ano.
Quem me conhece mais intimamente vai acrescentar "além disso é doidinha e agitada" e por muitas vezes isso me foi toxico e problematico.
Mas nesse ano, aprendi a amar cada detalhe desse caos.
Para muitas pessoas, certas coisas são novidade, até mesmo estranhas. Para muitas o meu ser é não somente uma incognita, mas a abstratacao mais real que existe nesse mundo.
E para descrever tudo isso vejo o caos como a mais completa sinfonia dos meus sentidos.
Absurdamente perspicaz o quanto isso faz sentido pra mim.
O caos não é apenas uma desordem, mas o inesperado.
É a sensação mais completa e confusa de sentidos. Quem vê logo se assusta. Mas como bons brasileiros, sabemos que nos cativa. O caos sempre nos convida a invadir uma zona de guerra mesmo que por curiosidade apenas.
É o caos que faz nossos olhos se vislumbrarem e faz nossa mente se lembrar e desejar a paz como algo importante.
É o caos que nos ensina que precisamos ser organizados no campo de guerra. É o caos que nos mostra as nossas falhas e fraquezas nos permitindo novamente, ajustar mais um detalhe sobre si.
Por fim, ironicamente, o caos parece definir tudo que nos faz verdadeiro sentido, tudo que nos parece verdadeiramente útil.
Talvez o caos, não seja só uma novidade, mas seja o desejado novo conhecido.
O caos me parece, agora, um novo amigo, que me ensina e me lembra, que todas as outras questões sobre a existência e a vida existem por questões de necessidade.
Precisamos ser organizados. Precisamos ser compreensivos. Precisamos ser respeitosos. Precisamos ser pacificos. Precisamos ser empaticos e ouvintes. Precisamos ser calmos tranquilos. Precisamos disso, e daquilo. Nos precisamos. Pois o caos vai vir, talvez ele nunca saia na verdade. Mas se ele existir apenas se deixei ouvir sobre as suas novas maneiras necessárias de se fazer o próprio existir.